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Profissional afirma que implantação de sistema essencial para pousos em dias de chuva depende de andamento travado sob responsabilidade da Socicam
O processo para implantação do sistema de aproximação por instrumentos no aeroporto de Ilhéus está parado. A denúncia foi feita pelo piloto internacional Alexandre Mendes durante participação no programa O Tabuleiro, da rádio Ilhéus FM, nesta segunda-feira (30).
Segundo ele, a tramitação necessária para viabilizar a melhoria, considerada essencial para permitir pousos em dias de chuva, depende da administradora do aeroporto, a Socicam, e não tem avançado. “Essa papelada está parada nas mãos da administradora local do aeroporto. Não sei por qual motivo. Cobrem a Socicam o andamento desse processo”, afirmou.
Durante a entrevista, o piloto explicou que a implantação do sistema exige um encaminhamento formal por parte da administradora, que daria início ao trâmite junto aos órgãos competentes, como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). Sem esse passo, segundo ele, o processo não avança.
A crítica foi feita no contexto do anúncio de investimento de R$ 70 milhões autorizado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante visita ao aeroporto de Ilhéus, ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner.
O recurso será destinado à implantação do sistema EMAS (Engineering Material Arresting System), voltado para a segurança em casos de ultrapassagem de pista. Mendes afirmou que considera o investimento positivo, mas reforçou que não atende à principal demanda do aeroporto neste momento.
De acordo com o piloto, a ausência do sistema de aproximação por instrumentos compromete a operação do terminal, especialmente em condições climáticas adversas, quando aeronaves não conseguem pousar e precisam ser desviadas para outros destinos.
Ele também destacou que, sem a regularidade nos pousos, estruturas como o EMAS acabam tendo utilidade limitada, já que sua função só se aplica quando há operação de aeronaves na pista.
Ao final, Alexandre Mendes reforçou a necessidade de priorização da medida e cobrou providências para destravar o processo, apontando que a solução depende, neste momento, do andamento interno sob responsabilidade da administradora do aeroporto.
Fonte:OTabuleiro
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